Já corri muito e deixei de apreciar, de viver, bons momentos, durante a vida. Hoje, faço exatamente o contrário, vivo intensamente cada momento, e costumo parar o tempo, dentre outras coisas, degustando bons charutos.
Um aconchegante lounge, um local calmo, a natureza, só ou em boa companhia, traz a mim a paz e relaxamento capaz de me desacelerar depois de tensos dias.

Fazer fumaça? Não, não, charutos não dizem respeito única e exclusivamente ao tabagismo – que feio falar isso, diga-se de passagem –, sim pausas necessárias, momentos de contemplação, elegância e bom gosto.
Faz mal não Viver
Decerto, apesar de o tabaco ser uma folha, não se trata de algo natural a ser consumido, ainda que não se trague. E ponto final nessa questão.
Ocorre que o ato de fumar, há séculos, está presente em várias culturas, que foram disseminadas por gerações, e, quem sabe, incorporadas em nosso genoma.
Agora, retirando-se o puritanismo a respeito, vivemos em grandes cidades, nas quais respiramos ar poluído, em que ondas eletromagnéticas cruzam os céus diurtunamente, e atravessam nossas cabeças… E, o pior, vamos falar em alimentos? Existem alimentos e deliciosas, cheirosas e saborosas substâncias comestíveis, que a sociedade moderna intitulou de “comida”. Essas últimas, invariavelmente, são ultra-processadas e cheias de química (algumas delas comprovadamente maléficas à saúde); químicas muitíssimo maiores que as existentes naturalmente em folhas de tabaco.
Pergunto: viveríamos, hoje em dia, sem esses “alimentos” de supermercados? Teria graça passear no Shopping com os filhos, aos finais de semana, sem doces ou sorvetes, lanches?
Sei, seria melhor levarmos marmitinhas com pepinos e cenouras orgânicas, então… Popupe-me, é muita falácia sobre.
Veja, ninguém tem obrigação de gostar de tudo, e está tudo certo, e devemos respeitar. Mas cada um no seu canto, sem importunar ou julgar o outro.
Viver de forma plena e autêntica
Um dia, certamente deixaremos essas esferas. E isso é um fato incontestável e irrenunciável.
Mas o que nos diferencia é como e quanto vivemos. E esse “quanto” não diz respeito a tempo, sim intensidade e completude.
No final, valeu a pena? Uma pergunta que, talvez, poderemos nos fazer diante de nossos últimos suspiros.
“Epitáfio”, ressoa em minha mente toda vez que percebo ter perdido tempo a toa, preocupando-me com problemas insolúveis e banais, gastando energia e atenção com pessoas incapazes de acrescentar algo à nossa caminhada, enfim. Há tempos, penso que essa música deveria ser um hino, uma canção que, além de bela e profunda, nos faz refletir sobre como vivemos e nossa finitude.
Já vi tanta gente que não bebia, nem fumava, mas que nos deixou precocemente. Valeu a pena? Não sei. Essa é uma pergunta que a resposta só diz respeito à própria pessoa e mais ninguém.
Bem, vivo e significo minha vida dessa forma, com esse meu peculiar jeito de ver a vida. Por ora, e somente por ora (a vida é feita de instantes, e a somatória deles perfazem um todo), digo que sim, que está valendo a pena minha vida. Estou vivendo plenamente, respirando e degustando cada momento, sentindo aromas e sabores, soltando fumaças que me fazem meditar em suas formas, até que desapareçam. A vida é isso…
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