Dizem que a Bahia cura, e é a mais pura verdade. Muitos para lá viajam em busca de paz, paisagens bucólicas, sol e diversão. Em Arraial e Trancoso – Porto Seguro/BA encontramos mais que tudo isso, encontramos aquilo aquele Estado tem de mais bonito: seu povo.

O sol resolveu descansar durante aqueles dias. E talvez tenha sido melhor assim, pois a chuva nos levou para perto das pessoas. Pudemos interagir mais com seus residentes, vendedores e funcionários das pousadas e restaurantes, o que foi uma experiência incrível, e mostrou-nos o quão acolhedores são elas.
Sou fã da culinária baiana. Pudemos apreciar vários restaurantes maravilhosos e deslumbrantes. Mas, curiosamente, foram nas barracas de rua (do “Quadrado”, a parte charmosa e um tanto cara de Trancoso) e em restaurantes populares, que a população local frequenta, que encontramos a verdadeira Bahia, sua culinária do dia a dia não “gourmetizada”, pessoas simples e simpáticas. O sorriso parecia o mesmo para quem chegava de sandálias ou de carro importado.
Vivenciamos, então, lugares bucólicos e inspiradores que, talvez, não trariam a mesma experiência a nós, não fosse essa atmosfera repleta de carinho e hospitalidade daquele povo.

Sabe, falando de minha percepção, curtir a sofisticação e requinte é legal e eu gosto – confesso – , mas de tudo isso que vivemos pude reconectar-me com um outro Eu, talvez, um novo: aprecio as coisas e lugares finos e elegantes, mas pude refletir e entender que o verdadeiro luxo está na simplicidade das coisas e no significado que você pode ter interiormente, apesar dos lugares em que você possa estar, das roupas que vestir, ou dos veículos que possuir.
Podemos vestir um bom linho, um belo relógio e caminhar por ruas elegantes. Nada disso nos torna ricos. A verdadeira riqueza é chegar a esses lugares sem precisar deles para sentir o próprio valor.
À noite, as mesas bem-postas recebiam turistas do mundo inteiro. Mas a lembrança mais viva da viagem continua sendo um prato simples servido com um sorriso que não cabia em cardápio algum. O verdadeiro valor deu-se por tudo o que aquilo agregou: atmosfera, aromas e sabores diferentes, feitas por pessoas para pessoas, que transformaram tudo aquilo em riqueza.
Bem, digo que voltei mais rico. Não pela Bahia que conheci, que minha Família conheceu, mas pela parte de mim que ela revelou: minha alma se encantou com o belo e simples por dentro das coisas caras…
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One response
Excepcional meu amigo a pura verdade, as coisas mais belas são aquelas que conseguimos perceber no íntimo e nos transformam, pois um belo lugar pode ser belo ou não dependendo da ótica do espectador e ao longo do tempo, mas a transformação que pode proporcionar no ser humano é perene.
Afinal, como diria um filósofo; o Rio ele pode manter o mesmo aspecto externo, no entanto em cada momento há uma nova situação, pois as águas fluem constantemente.